CQC

March 18, 2008

Ate que enfim um programa que consegue ser inteligente e engraçado. Tudo o que o Panico nao é.

Realmente Genial. Surpreende o fato de estar na Band, um canal pouco ousado na minha opiniao.

Alguem se levanta contra Veja

February 27, 2008

A imprensa brasileira nao questiona a imprensa brasileira. Obviamente, sendo a oligarquia que é, nenhuma familia quer se desentender com outra.

Um jornalista, que agora nao trabalha para nenhum grande jornal, se levanta para contar o que sabe sobre a Veja. Obviamente, o resto da imprensa se finge de morta.

Leia a serie sobre e Veja e entenda as motivacoes escondidas por tras de cada reportagem.

“A CPI do Apagão Aéreo é o último exemplo de como nossos políticos podem sempre se superar. Da noite para o dia, nossos deputados tornaram-se especialistas em aviação. Criar projetos para educação, saúde e segurança não é mais, e talvez nunca tenha sido, o papel deles.
A nova obrigação do Congresso é investigar acidentes aéreos, analisar caixas-pretas e revisar o manual de operação do Airbus-A320. É indiscutível que o problema aéreo brasileiro precisa ser resolvido, entretanto, investigação de acidente aéreo é função do Cenipa.”
DANIEL DE SOUZA KAMIYA (Campinas, SP)

Perfeito!!!

Outro acidente aereo

July 18, 2007

Sou de Sao Paulo e fui ao Rio de Janeiro no domingo a negocios. Na volta, em um aviao da Gol — costumeiramente atrasado — pousamos em Congonhas por volta das 21h. O pouso foi horripilante. A impressao que deu foi a de que o piloto atirou o aviao na pista e freou. Nunca tinha experimentado tamanha agressividade. Coisas cairam, pessoas se seguraram. Pensei que o aviao fosse sair da pista. Finalmente tudo se normalizou e desembarcamos.

Pensei seriamente em procurar o comandante para sugerir que trocasse de profissao. Menos de 24h depois ouço na CBN, da reporter que sobrevoa a cidade para noticias de transito, que uma explosao acabara de acontecer na zona sul, e estavam a caminho. Em instantes disseram que era ao lado de Congonhas.

Torcemos aqui no escritorio para que fosse um aviao de carga, mas em alguns minutos confirmaram que era um aviao de passageiros. Mais um. Mais centenas de vitimas de um acidente horrivel.

As teorias logos se sucederam: a pista estava escorregadia. Faltam as ranhuras. Isso deu um novo sentido ao pouso que experimentei na segunda-feira, durante chuva intensa. Será que o piloto estava tao tenso para usar toda a pista que preferiu um pouso desconfortavel a um conforto inseguro?

Agora ouço Mirian Leitao, Gilberto Dimmestein e Alexandre Garcia correndo para associar o acidente à crise aerea, se apressando em dar uma conotacao politica a um evento que ainda nao acabou. Corpos ainda estao queimando. Nao é um pouco cedo para tentar apontar dedos?

Do Painel da FSP de hoje

October 30, 2006

Um adversário tripudia do fato de o candidato tucano ter recebido no segundo turno menos votos do que no primeiro: “Quando o eleitor conheceu melhor Geraldo Alckmin, teve menos vontade de votar nele”.

Perfeito!

“Se o debta Lula x Alckmin na Bandeirantes levou alguém a mover-se com sua preferência de um para outro candidato, o imaginável é que se trate de um portador de hiperatividade, à espera sempre de um pretexto. As votações de internet que aí estão, para sugerir vencedor, não têm representatividade, expostas que são a mobilizações organizadas para amplificar determinar apoio. Não só votações de sentido político, aliás, sujeitam-se na internet às deformações de representatividade.

“Não houve debate. Houve discussão. O novo modelito apresentado por Geraldo Alckmin determinou o rumo do confronto, não incluindo nele nem uma só idéia ou proposta sua para o eventual exercício da Presidência, nem permitindo que o adversário o fizesse, caso o desejasse mesmo. O outro componente do modelito teve menos conseqüências para o eleitor ansioso por saber, afinal, um pouco do que pense o ex-governador de São Paulo. Mas não foi menos impróprio para o que deveria ser a confrontação de projetos para o país.

“Geraldo Alckmin, à revelia do que até então aparentara, apresentou-se como um misto de Carlos Lacerda e Fernando Collor. O pior de ambos: a agressividade compulsiva de Lacerda e a arrogância de Collor. A agressividade inquisitiva de Alckmin, até para fazer perguntas insossas e que mal conseguia concluir, não parecia de Geraldo Alckmin, o imperturbável. A ostentação de uma superioridade humilhante lembrou muito pouco, se chegou a lembrar, o Geraldo Alckmin até então apresentado aos eleitores, e muito o Collor do debate com Lula.

“O Geraldo Alckmin da Bandeirantes pode ter correspondido à cobrança de Fernando Henrique, que expôs de público a sua nostalgia pela ausência de Carlos Lacerda, não pelo brilho, mas pela agressividade. Nunca foi a atitude adotada na carreira de Fernando Henrique, conhecedor de tudo o que convém à propulsão de uma carreira, e deixou Lacerda distante de tudo o que mais quis.

“Lula também não esteve à altura da ocasião. Acima de outros possíveis motivos, por este: não poderia estar. Não tinha saída. Caso recusasse, para falar de propostas, o rumo inquisitorial dado por Alckmin já a partir do primeiro instante do confronto, Lula seria acusado de fuga aos temas incômodos. Aceito o rumo, para não se mostrar fugitivo, ficou condicionado à discussão em lugar de debate programático, supondo-se que o desejasse como o sugeriu mais de uma vez.

“Caso as investigações não a respondam antes, continuará explorada a pergunta mais repetida por Alckmin na discussão: “De onde veio o dinheiro?” (do negócio com o dossiê). Não é uma indagação-acusação honesta. Até agora não consta nenhuma sugestão objetiva, nem sugestão, de que Lula tenha algo a ver com o negócio do dossiê ou, ao menos, conhecimento dele -como Roberto Jefferson lhe deu, em parte, do mensalão.”

Que sabe votar, hein? Elegeu Maluf, Clodovil e Celso Russomano. Deu ao PSDB mais quatro anos para tentar resolver a situacão depois de longos doze anos de atuação.

Reproduzo abaixo mensagem que recebi:

“Democracia é coisa séria. E a gente respeita o voto consciente da gente bandeirante.

“E o povo da terra mostrou mesmo que sabe votar. Na cabeça, Paulo Maluf, dos cárceres para a Câmara Federal. Reparou-se uma falha grotesca da Justiça. Depois, Celso Russomano, o nobre pugilista de rua, honestíssimo homem de imprensa. Juntos, conduzirão mais tantos honoráveis “zés” de Piratininga ao Congresso.

“Depois, Clodovil Hernandes, orgulho da moda nacional. Na Câmara, certamente aprovará a Lei que nos designa, oficialmente, “sub-raça”, conforme sua bronca na entrevista da Folha. Se bem-sucedido, certamente ganharemos o primeiro “holandês” por opção do Parlamento.

“Por último, o prolífico Enéas, do Prona, que terá mais quatro anos para aprovar a construção da bomba atômica brasileira.

“Bravo povo paulista, que quase bota fora esse atrevido Suplicy. De fina estirpe, mete-se somente com projeto de auxílio aos pobres. Ele ouviu a advertência. Que, agora, se comporte.

“Bravo povo paulista, que nunca se liga nessas bobagens de CPIs. Crédulo no Estadão e na Folha, levou para o Palácio dos Bandeirantes o maior negociador de ambulâncias da história brasileira. Logo, teremos uma concessionária de veículos médicos no Morumbi. Ah, e muitos, muitos negócios nas licitações para o fornecimento das rampas anti-mendigo.

“E, por fim, palmas para quem vê, no Brasil, um novo horizonte a partir da disciplina prescrita pelo Monsenhor Escrivá. Podemos já queimar a gaveta com as 65 CPIs natimortas. E assumiremos que a Nossa Caixa é bem gerida. Estenderemos a todo o país a nossa máquina de fazer dinheiro com pedágios. Ah, e o Palácio do Planalto tem lugar de sobra para os 400 vestidos de luxo transacionados pela candidata a futura dama. O próximo passo será transformar a Granja do Torto em filial da Daslu, sempre isenta de impostos. É Saaampa, exportando o luxo para o cerrado.

“Então, fica o grande presente musical a todo valente povo descendente de João Ramalho e Bartira.”

Queda do avião da Gol

October 1, 2006

Eu não gosto de viajar de avião. Já fui para londres ficando interminaveis horas dentro de um AirBus, depois algumas vezes aos Estados Unidos, mais interminaveis horas. Eu tenho plena consciencia que estatisticamente é mais fácil voce se envolver num acidente num automovel que num avião. Mas, ainda estatisticamente, quais sao as reais chances de voce sobreviver a um acidente aereo?

Na sexta-feira noticiou-se o desaparecimento de um Boeing da Gol. Ontem os destroços foram encontrados. A noticia me deixou transtornado, mas nao sei dizer exatamente porquê. Me pergunto quanto tempo de agonia os passageiros tiveram que aguentar. Lendo a reportagem da FSP de hoje, a velocidade estimada da queda era de 400km/h, caindo de uma altura de 37 mil pés, ou 11.200 metros. Fazendo as contas, são quase dois minutos de queda. Dois imensos minutos preso numa cabine apertada, na vertical, tendo-se nada alem da certeza que voce nao vai sobreviver, que sua hora chegou e tudo aquilo que voce deixou para mais tarde nao acontecerá. Nao ouso imaginar a experiencia.

Desde os anos 50 aviões embutem um sistema para evitar colisões, conhecido por TCAS ou Traffic Collision Avoidance System. Nesse sistema o avião envia sinais interrogando os aviões prõximo sobre suas posições. Os aviões respondem e é feito um cálculo para prever uma possivel colisao. Se uma possivel colisão é detectada, os pilotos sao avisados por sinais luminosos e sonoros - literalmente um alarme dispara na cabine - e o computador se encarrega de sugerir um curso de ação. Como “suba para 40 mil pes”. A checagem é feita várias vezes por segundo. Todos aviões envolvido se portam da mesma maneira, ou seja, todos os lados devem agir.

Além disso, possiveis colisões podem ser detectadas por operadores de trafego aereo. Numa possivel colisão entre duas aeronaves temos possivelmente três figuras capazes de evitar um desastre. O piloto do avião A, do B e o operador de trafego. Como foi possivel ocorrer esse desastre?

A CBN fez a pouco uma síntese do debate simplesmente reproduzinho o que os candidatos disseram sobre Lula. Nao reproduziram uma proposta, uma idéia, nada. Apenas todos os candidatos batendo no outro candidato. Eles pensam que seus ouvintes são burros?

O Heródoto Barbeiro também seleciona muito bem seus entrevistados, mas nao se dá ao trabalho de contar detalhes mínimos sobre quem são. Meses atrás entrevistou Luis Carlos Mendonça de Barros, que relatou como o governo Lula promoveu um atraso e elevação dos gastos ao acabar com o projeto de terceirização nas estatais. No caso, a Petrobras.

Nao tenho dúvidas que gasta-se menos com terceiros ao invés de contratar concursados. O que nao se mostra são quantos desastres ambientais ocorreram nos anos em que terceiros substituiram os concursados. Tambem desnecessario dizer que o desenvolvimentista Luiz Carlos Mendonça de Barros foi quem convenceu FHC a gastar mais dinheiro do orçamento em detrimento às 51 medidas para economizar — que foram só para ingles ver, ou melhor, só para o FMI ver. Isso foi em 1998. Em 1999 o Brasil quebrou durante a crise da Russia. Mendonça de Barros também era sócio do Primeira Leitura, que acolhia Reinaldo Azevedo. Um protótipo de Mainardi, só que com ainda menos talento.

Mas a classe média que houve essa rádio não conecta os discursos às pessoas e seu passado recente. E balança a cabeça em concordância. Só lamento.

Lula e o debate na TV Globo

September 29, 2006

Foi um grande erro Lula ter decidido por não comparecer. No mínimo devia ter ido não apenas para responder as acusações, mas para mostrar ao público quem é Alckmin, quem é HH e quem é Cristovam (este foi beneficiado pelas arcas da Odebrecht em 1994). Nenhum deles pode cobrar lisura e se pintar como imaculado, nao são.

Mas nao ter ido ao debate foi um tapa na cara dos eleitores pensantes. Lula apostou que o ibope do debate cairia sem sua presença. Apostou errado. A média foi 30 pontos. Tenho certeza que haverá segundo turno, e tenho certeza que contribuirei com isso votando no Cristovam. Sim, por que entre ele, Bivar, Heloisa Helena, Alckmin e aquele “democrata cristão”, fico com o Cristovam.